Nem sempre a criança sabe explicar o que sente.
Por isso, antes de pensar em corrigir um comportamento, pode ser importante compreender o que ele comunica.
Às vezes, o comportamento da criança é só a parte mais visível de algo que ainda não encontrou palavras.
Mudanças na família, perdas, inseguranças, medos, excesso de estímulos, cansaço ou dificuldades na rotina podem aparecer como agitação, resistência, choro, irritação ou dificuldade para dormir.
Reconhecer o que está acontecendo pode ser o primeiro passo para pedir ajuda.
Algumas perguntas precisam de um espaço mais cuidadoso para aparecer.
Dificuldade para dormir, pesadelos, resistência às rotinas do dia a dia.
Agitação, irritação, crises de choro ou retraimento que preocupam a família.
Dificuldade de atenção, queixas escolares ou resistência em ir para a aula.
Medos intensos, preocupações excessivas ou sintomas físicos sem causa orgânica.
Separações, perdas, nascimento de irmãos, mudanças de cidade ou outras transições importantes.
Orientações sobre uso de telas, limites, manejo de emoções com os filhos e sono.
Antes de pensar que a criança está desobediente, difícil ou fazendo de propósito, pode ser importante olhar para o que acontece por trás da reação. Medos, insegurança, cansaço, mudanças na rotina ou emoções intensas podem aparecer no corpo, no sono, nas brincadeiras, na escola e nos limites.
Quando a família busca ajuda ela está reconhecendo que algumas situações precisam de escuta, orientação e um olhar clínico cuidadoso.
É a partir dessa escuta que o processo terapêutico começa a fazer sentido.
O processo começa com uma escuta inicial cuidadosa e vai se construindo com segurança, vínculo e critério clínico — considerando cada contexto e idade da criança.
Uma consulta inicial com os responsáveis para compreender a criança dentro da sua história e rotina, suas necessidades e possibilidades da terapeuta.
Conversas, brincadeiras, leituras, jogos e atividades para acessar emoções, pensamentos e atitudes. Suas percepções do mundo e de si mesma considerando a sua etapa de desenvolvimento.
Sono, escola, alimentação, telas, mudanças familiares e rotina entram na compreensão clínica durante o processo. Fundamentos teóricos, somados com as técnicas clínicas e vínculo terapêutico são as bases dos atendimentos.
O processo inicia com encontros semanais. A frequência assim como o tempo do acompanhamento são ajustadas com a família, de acordo com a evolução, possibilidades e necessidades das crianças e das famílias.
A base do trabalho reúne Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia Focada na Compaixão para compreender a criança em seus pensamentos, emoções, comportamentos e vínculos.
A criança não é vista separada da sua rotina, das mudanças familiares, da escola e dos vínculos importantes.
O processo respeita o tempo de aproximação, usando brincadeiras, atividades e conversa em linguagem acessível.
Pais e responsáveis participam com entrevistas, orientações, questionários, escalas e reavaliações ao longo do acompanhamento. Quanto menor a idade da criança, maior a participação da família nas sessões.
O espaço de psicoterapia é de não julgamento, deixando claro para a criança e seus responsáveis que a terapeuta não está julgando entre o certo e errado mas sim precisa compreender atitudes e respostas que geram ou não sofrimento. O que precisa ser cuidado com mais atenção.
Histórias, atividades e recursos lúdicos entram nas consultas com intenção. Acessar a criança de diversas maneiras além da fala e escuta atenta.
Ao longo da minha trajetória, fui entendendo que a infância precisa de espaços onde a sensibilidade não seja tratada como problema. Muitas crianças chegam à terapia sem saber explicar o que sentem, e muitos pais chegam tentando fazer o melhor, mesmo quando se sentem inseguros, cansados ou sem direção.
Meu trabalho parte dessa compreensão. Escuto a criança, os responsáveis e, quando necessário, outros contextos importantes da sua rotina.
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O processo terapêutico inclui entrevista inicial com os responsáveis, sessões com a criança, acompanhamento da família e reavaliação dos objetivos ao longo do tempo.
Você pode entrar em contato por WhatsApp ou e-mail para tirar dúvidas sobre o atendimento. Não é necessário ter certeza sobre iniciar agora para fazer uma primeira pergunta.
Uma conversa inicial pode ajudar você a entender os próximos passos.
É comum ter dúvidas antes de iniciar um processo terapêutico, especialmente quando envolve uma criança. Nenhuma pergunta é pequena demais.
Se ficou alguma dúvida, você pode escrever com calma antes de decidir iniciar.